TSD Açores Denunciam o Crescimento do Desemprego na Região

COMUNICADO - DESEMPREGO A CRESCER HÁ SEIS MESES

Os TSD/Açores sempre disseram que o desemprego é um problema grave na Região. Infelizmente, hoje temos razões para manter essa preocupação.

Qualquer que seja a sua expressão estatística, a falta de emprego é um drama social para quem vive essa situação. E tudo isso é mais grave quando se constata que o desemprego cresce sucessivamente nos Açores há seis meses, com uma tendência inversa à verificada na média nacional e com valor bastante superior àquele que se regista no país.

Aliás, a taxa de desemprego real é significativamente superior (deverá ser muito próxima dos 14%) se se considerar também que seis mil açorianos estão integrados em programas ocupacionais. Ou seja, mais de 17 mil açorianos não têm emprego e isso é verdadeiramente um drama social, confirmado pelo elevado número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção e o facto de sensivelmente dois terços dos alunos da Região estarem abrangidos pela Ação Social Escola.

A situação desmente, portanto, a propaganda descarada do Governo Regional, que sem pudor diz que a economia e as finanças estão bem e se recomendam, chegando ao ridículo de se comparar com outras economias europeias.
A propaganda pode ser boa, mas a realidade é bastante diferente. As políticas de promoção do emprego falham em toda a linha. Temos a segunda taxa mais alta de desemprego do país. Estamos acima da média nacional. O desemprego desce no país há 24 meses e nos Açores sobe nos últimos seis meses. Só há uma justificação para este estado de coisas, a incompetência política do Governo Regional.

Ao fenómeno do desemprego crescente junta-se ainda a prevalência de baixos salários e o problema da precariedade, dos contratos, incluindo na Função Pública regional. Também aqui a realidade desmente a propaganda.
No caso da Função Pública, o próprio Governo Regional insiste na manutenção de casos de precariedade. Desde logo centenas de professores, mas também noutras áreas, onde não procedeu ainda à regularização dos vínculos contratuais, ao arrepio do que está sendo feito a nível nacional.

Tão pouco as 700 vagas anunciadas pelo Vice-Presidente do Governo resolvem estes problemas. Aliás, trata-se de mais uma manobra de pura propaganda. Ninguém sabe, ao certo, qual é o número líquido de vagas a abrir na Administração Regional, isto é, de
novos postos de trabalho, quando se deduzir a regularização dos vínculos, se preencherem as vagas deixadas pela passagem à reforma e se fizer a integração nos quadros de trabalhadores dos programas ocupacionais, mas que verdadeiramente correspondem a necessidades permanentes.

Somos assim forçados a concluir mais duas coisas: que a crise continua nos Açores e que a governação de Vasco Cordeiro é bem pior do que a governação de António Costa.

Ponta Delgada, 10 de maio de 2018

O Secretariado Regional.

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