É incompreensível que os representantes dos empresários e dos trabalhadores, as duas faces mais atingidas pela crise, sejam pura e simplesmente ignorados pelo governo, quando o bom senso impunha que fossem chamados e envolvidos num processo de convergência de opiniões e de energias nacionais para enfrentar as dificuldades.
Imbuídos desta preocupação, os TSD já propuseram publicamente, em 3 de Fevereiro último, “a criação urgente de um Gabinete de Crise no Conselho Permanente de Concertação Social, composto por representantes qualificados do Governo e dos Parceiros Sociais, com o objectivo de acompanhar a situação e os resultados das medidas governativas, bem como construir propostas para atacar os problemas ao nível da economia real e do emprego”.
Esta exigência dos TSD fazia todo o sentido e continua a fazê-lo, porque as medidas muito anunciadas pelo governo ainda não produziram quaisquer efeitos e porque estamos em presença de uma situação excepcional que reclama, por isso mesmo, também medidas excepcionais.
Envolver os parceiros sociais para ajudar a resolver os problemas económico-sociais, é normal. O que não é normal é o esquecimento e o desprezo que o governo manifesta pela Concertação Social num quadro destes.
É por estas razões que os TSD registam a postura mais afirmativa da UGT e esperam que também reclame a criação de um Gabinete de Crise no CPCS, porque é assim que serve os trabalhadores e o País.
Lisboa, 1 de Abril de 2009
O Secretariado Executivo