UM GOVERNO SEM ORIENTAÇÃO E SEM RUMO

De facto, incapaz de continuar a esconder as duas crises que corroeram a economia e a vida dos portugueses, às quais acresce uma dívida externa paralisante, nada mais lhe resta do que anunciar sucessivas injecções de dinheiro em tudo o que cheira a grandes negócios e pode ser factor de propaganda, mas deforma desordenada, tipo “tudo ao molho e fé em Deus”.

Com essas operações de propaganda, o governo tenta desviar as atenções dos que sofrem com o desemprego, a precariedade, os salários e as reformas miseráveis, as falências e o endividamento das PME´s e, imagine-se a desfaçatez, virar em seu favor e transformar em triunfo eleitoral as dificuldades com que os portugueses se confrontam .

Por outro lado, os dados divulgados recentemente pelo INE não deixam dúvidas -Portugal é o último dos 15 países da Zona Euro em poder de compra. De facto, em 2005 o PIB “per capita” era de 76,9% da média da União Europeia, em 2006 desceu para 76,4% e em 2oo7 desceu para 76,2%, o que revela uma contínua descida das condições de vida das famílias e dos portugueses.

Mas quem ouve o governo e a sua propaganda na comunicação social, até parece que com a governação socialista os portugueses e a economia nacional têm vindo a melhorar desde que Sócrates é primeiro ministro. O governo socialista, ao longo da legislatura, sempre promoveu políticas económicas erradas e traduzidas, ainda antes de Portugal ser afectado pela crise financeira internacional, num agravar de todos os indicadores económicos relativamente a 2005.

No início timidamente mas agora descaradamente, começam a adoptar algumas medidas propostas pelo PSD, que antes denegriram e derrotaram na Assembleia da República, comoé o caso das PME´s - mas de forma avulsa, pelo que, só por si, fora de um plano integrado de construção de um futuro mais sólido para Portugal, poucos resultados conseguirão.

O “consulado” socialista encaminha-se para o seu justo ocaso !

José Sócrates, um líder de plástico, que tem manipulado a crise internacional para fazer esquecer o fracasso dos primeiros três anos e meio da sua governação e para transmitir aos portugueses a ideia enganosa de que as dificuldades actuais se devem exclusivamente a factores externos, está a revelar nesta crise que não tem capacidade nem visão política para enfrentar os problemas e os desafios que se colocam ao País.

José Sócrates não acerta uma medida, toma medidas tarde e a más horas, sempre a reboque dos acontecimentos e por imitação do que se faz lá fora. É um Primeiro Ministro com discurso e com imagem, mas sem ideias, sem um projecto nem um rumo para o futuro de Portugal.

Aos social Democratas e aos portugueses, que querem acreditam num futuro melhor para Portugal e para os seus filhos, que não se resignam ao atraso e à cauda da Europa, compete uma atitude responsável de denúncia deste poder e construir uma alternativa política capaz de devolver ao País a confiança e a esperança.



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