TSD - Braga Solidários com os Professores



Os TSD defendem a avaliação dos professores. Entendem, todavia, que o modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema ‘kafkiano’ que está a criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial. Os sindicatos de professores mais não fazem do que dar voz à insatisfação generalizada da classe como lhes compete.
Não temos dúvida que a esmagadora maioria dos professores defende a avaliação do seu desempenho profissional. Apenas entendem que terá de avançar através de um efectivo processo negocial; que o novo modelo de avaliação deve ser exequível e objectivo; deve valorizar efectivamente o mérito, pondo fim às quotas administrativas criadas pelo Governo; e deve acabar, de uma vez, com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda.

Por seu turno, o Primeiro-Ministro, que se considera um político imaculado e impoluto e que tem de estar acima de qualquer censura ou crítica, afina pelo mesmo diapasão da sua subordinada ministra, insistindo na mentira caluniosa que os professores não querem ser avaliados e acusando as oposições de “oportunismo político”.
Ora, o que a ministra e o primeiro-ministro demonstram, através da sua postura arrogante e prepotente, é uma lamentável falta de humildade e cultura democráticas, que seriam expectáveis em titulares de órgãos de soberania, insistindo num modelo onde a exigência e qualidade do ensino é preterida a favor de dados estatísticos favoráveis a qualquer custo!

Só que, quando se põe em causa a dignidade de toda uma classe profissional, desmotiva-se fortemente o seu desempenho, destrói-se a escola pública e, em última análise, prejudicam-se os alunos e as suas famílias. Infelizmente, a cegueira não deixa o Primeiro-Ministro ver esta evidência.
Daí apelar ao Governo, aos demais órgãos de poder e às estruturas negociadoras dos Professores no sentido de rapidamente encontrarem vias de diálogo e alcançarem as soluções para pôr cobro a esta situação de conflito que a todos prejudica.
Torna-se necessário que o Ministério da Educação e o Governo dignifiquem a Educação e os Professores, e não os utilizem apenas como mero expediente de promoção política, para campanhas promocionais do tipo “Magalhães” ou para afirmar o exercício do poder, escolhendo os professores como alvo e os alunos como vítimas.

Braga, 26 de Novembro de 2008

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