O Caso BPN - Senhor Governador do Banco de Portugal – demita-se !

Se o Banco de Portugal sabia e acompanhava essa situação, porque não actuou antes e deixou chegar a situação ao ponto extremo da nacionalização?

Porque não tomou as medidas necessárias atempadamente, para travar esses desvios e repor a legalidade?

É óbvio que foi a actual Administração do BPN, liderada por Miguel Cadilhe que, decidida a colocar essa instituição de crédito na legalidade e transparência, pôs ao corrente da situação as autoridades competentes. E o Governo, sempre bem “assessorado” por Vítor Constâncio, não hesitou em usar a “bomba de neutrões” da nacionalização, que seguramente não seria necessária se o Banco de Portugal cumprisse em tempo a sua obrigação de entidade supervisora.

O que é espantoso é que o Governador do BdP falha em toda a linha e, depois, ainda se apresenta com uma pretensa autoridade de quem não fracassou na sua função nem é co-responsável pela situação a que o BPN chegou.

O que é lamentável é que a “eficiência” do Dr. Vítor Constâncio em servir partidariamente o seu Governo, como sucedeu no caso da engenharia dos 6,3% de défice de 2005, é proporcional à sua incompetência no desempenho das funções que verdadeiramente lhe cabem.

O Primeiro-Ministro afirmou há dias que o FMI estava desprestigiado e que devia ser reestruturado, porque não foi capaz de prevenir os problemas que hoje se registam no campo financeiro em termos internacionais.

Mas o Banco de Portugal desprestigiou-se já em 2005, ao fazer o frete ao Governo socialista na história do défice. Depois disso já vários casos ocorreram, onde o BdP aparece tarde e más horas, como entidade supervisora do sistema financeiro, a reboque dos acontecimentos já públicos. O BPN é apenas o último fiasco do Banco de Portugal.

Face a tudo isto, quando decide o Dr. Vítor Constâncio dar o passo que os resultados da sua administração lhe impõem?

E se o Governador do BdP não tomar esse caminho, porque espera o Primeiro-Ministro para fazer o mesmo julgamento ao Banco de Portugal que faz ao FMI? Ou José Sócrates só vê para um lado, só tem um olho?

Os TSD esperam que de todo este processo os clientes do BPN não tenham quaisquer prejuízos, mas esperam também que os trabalhadores vejam os seus direitos respeitados e garantidos a começar pela manutenção dos postos de trabalho.

 

Lisboa, 4 de Novembro de 2008

 

O Secretariado Executivo

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