MATOSINHOS - DESRESPEITO PELOS TRABALHADORES AUTÁRQUICOS


É desde há muito evidente que o Executivo da Câmara Municipal de Matosinhos, liderado pelo Sr. Guilherme Pinto, tem sido um veiculo de colocação de “boys” e de negócios de duvidosa legalidade que visam favorecer certas e determinadas clientelas da Federação Distrital do PS Porto e do PS de Matosinhos. Tais evidências têm sido por demais retratadas pela concelhia do PSD de Matosinhos, que tem publicamente denunciado práticas que regra geral se configuram casos em que se contorna à legalidade dos procedimentos instituídos em prol de fins que não cabem naquilo que deverá constituir o efetivo bem público.
Perante a notícia publicada - que se apensa a este comunicado – não resta outra alternativa senão a de lamentar publicamente este caso e denunciá-lo como um efetivo e cobarde ataque do executivo daquela câmara a trabalhadores da autarquia, perfeitamente gratuito e sem qualquer sentido, que entendemos como absolutamente inaceitável. 


É inadmissível que em praça pública o vice-presidente replique e adjetive alguns trabalhadores da autarquia como “faltosos”, “conflituosos”, “demasiado velhos”, “com dificuldades de relacionamento” e possuidores de “perturbações de foro psicológico”;

É inadmissível que esse seja o principal mote para justificar a necessidade de contratar 20 “boys” através de um outsourcing, quando para mais a CMM conclui que existem pessoas disponíveis e com formação … mas que não vão trabalhar no Gabinete do Munícipe porque … porque não vão trabalhar lá!
Não podemos ainda deixar de observar que o efetivo necessário para referido gabinete representa cerca de 1% do quadro do pessoal ao serviço do Município. E certamente, não nos alheamos do facto do Gabinete de apoio ao Munícipe não ser uma valência a prazo, mas sim um serviço de valor acrescentado para os cidadãos de Matosinhos, e por isso não se justificar a existência desse serviço numa perspetiva de prestação de serviços.
Mas, acima de tudo, importa-nos perceber se o caso em apreço resulta do executivo da CMM julgar não possuir competências para gerir o pessoal (quando as têm), ou se trata de uma mais uma estratégia habilidosa e indecorosa de justificar um futuro outsourcing (e nesse caso a prestadora de serviços “escolherá” os trabalhadores para o serviço.. ), nem que para isso tenha de tratar os seus trabalhadores de uma forma indigna e desonrosa!
Reflexão final: 

Que Partido Socialista é este que persegue e desonra os trabalhadores em público?
Até onde ele poderá chegar para atingir os seus objectivos?
 
Porto, 21 de maio 2012

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