Trabalhadores Sociais Democratas em Conselho Nacional na Nazaré

Pela manhã, em reunião interna, com cerca de 80 conselheiros e o presidente da distrital do PSD, Fernando Costa, Miguel Relvas fez uma análise da situação económica e social do país. À saída do encontro, o membro do Governo falaria aos jornalistas sobre o orçamento da Estradas de Portugal e a manutenção dos salários dos trabalhadores da TAP e da Caixa Geral de Depósitos.

O ministro considerou fundamental que a Estradas de Portugal tenha “uma perspetiva de estabilidade e de competência na decisão e na gestão de dinheiros públicos”. Declarações em resposta à manchete do semanário Expresso, que noticiava que o Governo ia substituir os administradores da Estradas de Portugal e nomear um novo presidente.

“Sabemos que uma parte significativa de parcerias público privadas foi no setor rodoviário, que estão hoje inscritas no orçamento da Estradas de Portugal, que é uma verdadeira ruína financeira para o país”, criticou o governante, frisando que o Governo tem de ser capaz “de ter um plano de médio prazo que permita salvaguardar os interesses nacionais e que Portugal cumpra os seus compromissos”.

Já no que diz respeito às manutenções de salários permitidas pelo Governo, o ministro sustentou que “não há exceções, há adaptações”, argumentando que a TAP e a Caixa Geral de Depósitos são empresas “em concorrência, por isso, a adaptação para a poupança é diferente das outras empresas públicas”.

O governante não ficou para o almoço, com perto de 140 militantes TSD/PSD, onde o atual secretário geral dos TSD, Pedro Roque, começou por homenagear Arménio Santos. “É o fundador desta estrutura, foi durante anos [27] seu líder. No último congresso entendeu passar o testemunho e tenho a honra de o suceder e tenho contado com o seu apoio. Ele está no ativo, pois é o presidente da mesa da assembleia geral do sindicato dos bancários do Sul e Ilhas e deputado do PSD em Viseu, estando a desempenhar um papel importante na comissão de segurança social e do trabalho na Assembleia da República”, relatou.

“Este é um almoço de homenagem e não de despedida”, esclareceu Pedro Roque, que também é deputado na Assembleia da República.

Seguiram-se alguns discursos e ofertas de companheiros, em tom descontraído e informal, permitindo a Arménio Santos receber lembranças como um frasco de azeitonas e uma caixa de palitos, uma peça cerâmica e doces da Nazaré, para além de garrafas de vinho do Porto, entre outras.

O presidente da Mesa da Assembleia Distrital dos TSD, Hélder Ferreira, aproveitou para manifestar que “os TSD funcionam como uma equipa”.

Um dos militantes dos TSD, Rui Santos Alves, declarou que “falar dos TSD sem falar do Arménio era como falar do Benfica sem falar do Eusébio” e ofereceu-lhe um álbum fotográfico com momentos da vida política e sindical do ex-secretário geral.

Em nome dos TSD, Alexandre Monteiro entregou também uma lembrança a Arménio Santos e sugeriu a Pedro Roque para que à sala de reuniões dos TSD seja dado o nome do fundador. Acabou também por lançar um repto: “Que seja candidato a eurodeputado”. Aplaudido, recebeu o acordo do atual secretário geral.

O homenageado agradeceu as palavras e os presentes e comentou que “não tenho jeito nenhum para ser enaltecido”. Fazendo um balanço do seu trabalho à frente dos TSD, começou por sublinhar que “quando havia disputas eleitorais no partido, cada um tinha as suas opções livremente. Ninguém era forçado. Mas depois das decisões tomadas éramos um exemplo de lealdade. Esta é uma cultura dos TSD”.

“Há pessoas que acham que o associativismo sindical é uma coisa que está ultrapassada, mas chamo à memória que os líderes europeus enalteceram a realidade portuguesa, citando o acordo de concertação social, que só foi possível exatamente porque há pessoas com sentido de responsabilidade na central sindical UGT, onde as tendências socialistas e sociais democratas deram o contributo patriótico para que Portugal tenha um instrumento que possa ajudar a sua afirmação para ultrapassar as dificuldades em que se encontra, o que prova a importância e a atualidade do associativismo sindical”, afirmou, sustentando que os TSD fazem a ponte para que “as nossas preocupações sociais não sejam ignoradas nas opções políticas que o Governo tem de fazer”.

No final de almoço, Pedro Roque disse ao JORNAL DAS CALDAS que “foi um dia bastante intenso, em que tivemos três eventos – primeiro uma reunião breve do secretariado nacional, em que estivemos a discutir a proposta de uma consciência mais social que os TSD vão apresentar no próximo congresso nacional do PSD.

Seguiu-se a reunião do conselho nacional, com apresentação e aprovação das contas, e um debate que permitiu verificar que há uma identificação de pontos de vista relativamente à necessidade imperiosa de cumprir os termos do programa de assistência económico-financeira que Portugal está comprometido e que permitirão ter as contas em ordem. O terceiro momento foi o almoço de homenagem”.

O secretário geral vincou que a postura dos TSD é de dar “um apoio crítico construtivo” ao programa do PSD.

António Salvador, presidente do secretariado distrital dos TSD Leiria, conselheiro nacional e também vereador como primeiro militante eleito pelo PSD na Câmara da Nazaré, fez o balanço do evento: “O objetivo máximo está conseguido, que foi criar mais um momento para a união do partido e dos trabalhadores sociais democratas em torno de uma causa que é comum, num período de crise no país, e a oportunidade para homenagear uma figura que à frente dos TSD conseguiu levar esta estrutura à posição que tem hoje. A vinda do ministro foi importante para cativar a opinião pública para este evento e dar maior visibilidade à homenagem prestada”.

Francisco Gomes 

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