O EMPREGO NO ALTO-MINHO


Estes resultados, eram o reflexo do encerramento de pequenas unidades fabris, da área dos têxteis e componentes para automóveis, umas nacionais e outras multinacionais, bem como 

da falência de outras, na área da construção civil e obras públicas.
Comparativamente a outras regiões do país, no distrito de Viana do Castelo, a média de subida do desemprego, ultrapassou de longe muito mais, que na restante zona norte e até do país!
O Distrito de Viana do Castelo, como já nos foi dado a conhecer através dos vários gráficos apresentados, é sem dúvida nenhuma, o reflexo de apostas não adequadas para esta região, ou até da falta de incentivos que visem a manutenção e a criação de novos postos de trabalho.
Claro que desde o início de 2011 até ao inicio do presente ano de 2012, os problemas do desemprego neste distrito, agravaram-se, pois a situação do país também se agravou, refletindo-se estes resultados, nas regiões mais pobres e mais deficitárias em projetos e iniciativas, acabando por refletir isso, e, deixarem de ser uma esperança de momento para os seus residentes.
Em Setembro de 2011, os organismos oficiais, contabilizavam segundo as nossas fontes, cerca de 11 mil pessoas registadas como desempregados, claro, aqui já não apareciam aqueles que deixaram de ter direito ao subsídio de desemprego, o que seguramente se poderia acrescentar a este número um valor a rondar mais 2 mil desempregados, prefazendo um total de 13 mil desempregados no nosso distrito.


Com mais de 500 insolvências individuais e colectivas durante o ano de 2011, sendo mais de metade só no concelho de Viana do 
Castelo, o encerramento de várias unidades fabris de prestígio quer nacional como internacional, levaram e ajudaram, a que este flagelo de desemprego neste distrito se agravasse, como seguramente em nenhuma outra região, do nosso país.
Viana do Castelo, além da situação da falta de emprego, sente-se uma falta de esperança, e uma falta de investimento quer privado, quer público.
Minhas Senhoras
Meus Senhores
Da parte pública, os ENVC são sem dúvida e no imediato, uma das situações a ter em conta para que este flagelo não continue a aumentar, embora esta unidade de construção naval de prestígio internacional, chegou ao ponto a que chegou, graças às políticas erradas de gestão e, da não responsabilização pelo que de mal foi feito ao longo dos últimos anos, onde as responsabilidades deviam ser atribuídas não só aos trabalhadores, mas também às várias gestões das administrações que por lá passaram.
Não é compreensível, que das duas grandes empresas públicas nacionalizadas após o 25 de Abril de 1974, situadas no nosso distrito, uma tenha descolado desta situação e trilhado outros caminhos de futuro como o caso da “Celnorte” depois “Portucel Viana”, hoje “Europac”, propriedade atual de um grupo de capitais Espanhóis e a outra, os Estaleiros Navais, se tenha mantido numa inércia de bradar aos céus, com gestões duvidosas e de destruição do tecido empresarial e estratégico para o país, com poderes e interesses instalados, onde todos mandam, mas ninguém é responsabilizado pelo que de mal aconteceu. 
Só assim se compreende hoje, ter esta empresa chegada ao ponto que chegou, com o agravante de não se prever uma solução favorável à manutenção dos actuais postos de trabalho.
O país já esteve em melhor situação financeira, para se ter solucionado esta situação dos Estaleiros Navais, e não se compreende com se deixou chegar tudo à atual situação.
A nossa estrutura dos TSD, continuamos com alguma esperança que tudo se possa resolver, para o bem e futuro desta empresa, deste concelho e dos seus trabalhadores, se bem que reconheçamos ser um problema difícil de solucionar nas atuais circunstâncias. Continuamos a confiar no governo de Portugal, e nas negociações para uma solução que seja definitiva e, não de transição.
Outra das empresas públicas, é a área dos transportes públicos, que para o nosso distrito de resumem ao comboio. É também a demonstração do desinteresse do estado em criar boas alternativas de circulação de pessoas e bens, que incentivem as mesmas a utilizar este tipo de transporte, tanto entre as cidades do norte e o resto do país, como para a nossa vizinha Galiza.

Um país que sonha em grandes velocidades, quando ao mesmo tempo exige que os comboios parem em todos os apeadeiros, porque hoje, já ninguém se compadece, com um comboio a circular a uma velocidade do século 19, quando se demora entre Viana e o Porto, duas horas, para se fazerem pouco mais de sessenta quilómetros, pergunta-se o que faz o estado pelas populações do Alto-Minho, pelas suas acessibilidades e, pelo seu único corredor ferroviário que nem electrificado está, num distrito que é mais que auto-suficiente na produção de energia eléctrica?
Um país que sonha com acessos rápidos a custo zero, e a nossa região sem vias estruturantes e rápidas, é confrontado com portagens limitativas na circulação de pessoas e bens, e até na única das vias que fazia parte das vias estruturantes (IC1 hoje A28), em substituição das que limitam os acessos a velocidades médias da ordem dos 40km entre os seus centros de desenvolvimento e a sua sede de distrito? 
Um país que continua a sonhar com o “mar”, e tem um porto de mar, sem acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, que o coloquem como pólo de desenvolvimento distrital e, como alternativa secundária aos portos a norte (Vigo) e a sul (Leixões), o qual com uma ligação rápida, (a qual se mantém incompleta como seja a ligação à cidade de Ourense na Galiza) poderia vir a beneficiar da sua localização e também ajudar este pobre distrito a sair deste marasmo, em que nos encontramos, bem assim, e 

também ajudar à criação de novos postos de trabalho não só diretos, como indiretos.
Para concluir, na minha modesta opinião, as potencialidades do distrito de Viana do Castelo, continuam a estar por aproveitar na sua magnitude, pois são necessárias medidas e incentivos que destruam as barreiras, muitas delas burocráticas e, criem oportunidades a todos aqueles que querem criar riqueza e por conseguinte, postos de trabalho, quer na área do mar, quer na área das pescas, quer na área do turismo de qualidade, quer no turismo rural e no turismo gastronómico, bem como, na agricultura tradicional e biológica e do vinho verde, até às extrações de granito e à exploração de minérios que se pode perspetivar no futuro.
O Alto-Minho, precisa que o governo de Portugal, olhe para tudo o que se está a passar à nossa volta, e nos ajude a ultrapassar este flagelo que é a falta de emprego na nossa região, criando um Plano de Emergência e de Investimentos para o Alto-Minho, pois ainda acreditamos, que assim será possível ultrapassar este grave momento de falta de emprego que continua a grassar nesta região do noroeste peninsular. 
Viana do Castelo, 7 de Fevereiro de 2012
O Presidente do Secretariado Distrital dos TSD 
 de Viana do Castelo

João Cruz

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