Importa que, perante um quadro de reajustamento tão exigente, todos os actores políticos e sociais sejam chamados às suas responsabilidades e estejam à altura do difícil mas determinante momento histórico que Portugal vive.
Os TSD consideram assim fundamental que, para além do Governo e dos partidos em que se sustenta, outros parceiros sejam chamados a um consenso em torno das medidas indispensáveis e incontornáveis de reajustamento que resultam do “Memorando de Entendimento” assinado com a troika e que está na base da assistência financeira internacional que, de momento, constitui a única fonte de financiamento externo a que Portugal pode recorrer.
Assim, do ponto de vista político, os TSD entendem que é fundamental que o Partido Socialista, signatário do referido “Memorando” enquanto suporte do Governo anterior, não somente assuma as suas responsabilidades na pretérita governação mas que, acima de tudo, saiba estar à altura do momento histórico procurando contribuir activamente para que o enorme esforço colectivo seja frutuoso e que Portugal possa recuperar a breve trecho.
Também do ponto de vista económico-social é muito importante que o instrumento da Concertação Social seja devidamente valorizado por todos os intervenientes, seja o Governo, sejam as Confederações. A nível deste instrumento estratégico de diálogo social estruturado é fundamental a busca de consensos.
O esforço de negociação e de aproximação sucessiva deve de ser partilhado “a outrance” por todos na Concertação Social e os TSD estão firmemente convictos do sentido patriótico do Governo e da maioria dos parceiros sociais e esperançados que o bom senso e o clima de diálogo prevalecerão acima de tudo.
Se para os TSD o valor da coesão social sempre foi supremo, na presente e difícil conjuntura entendemos que o mesmo se torna vital, estratégico e determinante para que Portugal possa vencer as dificuldades, recuperar a sua credibilidade internacional e tornar a crescer economicamente já que este é o único garante de que os trabalhadores, as famílias e as empresas poderão prosperar.
Os TSD realçam, de igual modo, a importância de que, apesar do indispensável esforço de ajustamento, se consiga também e desde já encontrar espaço nas políticas públicas para a promoção do crescimento económico e o combate ao desemprego sem o qual, todo o esforço de ajustamento, se pode torna insustentável. Por isso, entendemos que o desenvolvimento da economia interna em sectores estratégicos pode constituir um primeiro passo para se ultrapassar a crise.
Lisboa, 7 de Janeiro de 2012
O Secretariado Nacional dos TSD