Segundo Eduardo Teixeira, "quer as administrações da Empordef e dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, quer o próprio Ministério da Defesa", estão a "trabalhar afincadamente" para encontrar uma solução. "Mas, como nos foi explicado, trata-se de um processo complexo que não pode ser fechado rapidamente", acrescentou o deputado social-democrata. A 01 de Novembro, a Empordef admitiu que ainda não tinha feito chegar ao Governo qualquer proposta de viabilização dos ENVC.
A holding das indústrias da Defesa garantia, contudo, que "tudo está a ser feito para assegurar o futuro" da empresa e que "prosseguem as conversações com os potenciais investidores que garantam a viabilidade financeira dos ENVC". "Uma vez concluídas as conversações, em curso" será apresentada "tão rápido quanto possível, uma análise sobre as condições de viabilidade da empresa".
Em Setembro, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, concedeu um prolongamento "entre Setembro e Outubro" do prazo dado à Empordef para encontrar uma solução para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Actualmente com um passivo de 240 milhões de euros, a administração anterior dos ENVC chegou a anunciar o despedimento de 380 trabalhadores. A Empordef, detentora da totalidade do capital social dos ENVC, garante que "até à conclusão deste processo está assegurada a manutenção dos postos de trabalho", na ordem dos cerca de 700.