INTERVENÇÃO DE PEDRO ROQUE NO CONSELHO NACIONAL DO PSD - 29 DE MARÇO

Os TSD não resignam nem se conformam com este estado de coisas porque acreditam que os trabalhadores portugueses têm qualidades e capacidades para vencer os problemas e porque merecem um futuro melhor.
 
Consequentemente torna-se incontornável uma política de austeridade para ajudar a resolver os graves problemas com que nos vemos confrontados. Todavia, importa que, a mesma, não recaia essencialmente sobre quem trabalha e é necessário que seja instrumental, não só para a consolidação orçamental mas, acima de tudo, para o relançamento da economia, o crescimento do produto e a redução do desemprego.
 
Sem isso não há austeridade que valha a pena!
 
Importa aprender com os erros cometidos. Há que modificar políticas e alterar os paradigmas do desenvolvimento. Mas é preciso que esse caminho se faça sem a desvalorização do factor trabalho e sem pôr em causa as funções sociais do Estado como promotor da igualdade de oportunidades entre os cidadãos independentemente da sua capacidade económica designadamente na educação e na saúde.
 
Os TSD acreditam que, com políticas correctas, disciplina orçamental, racionalidade dos gastos, mais poupança das famílias, das empresas e do Estado e com as opções correctas de investimento, Portugal pode vencer a crise.
 
Mais: o reequilíbrio das finanças públicas e crescimento económico não podem ser vistos como objetivos incompatíveis. Nesse sentido, a par de uma consolidação orçamental terão de ser criadas formas de discriminação positiva destinadas a apoiar a produção nacional dos setores de bens transacionáveis com vista ao aumento das exportações, substituição de importações e, last but not the least, o aumento do emprego de qualidade.
 
Esta nova orientação obriga a uma rutura com a prática seguida nos últimos anos, que conduziu o país a um ritmo de desindustrialização que foi dos mais elevados do mundo.
 
O made in Portugal deverá voltar a estar na moda!
 
Nesta nova política económica deverá merecer lugar de destaque o combate à economia clandestina que equivale a quase um quarto do PIB. Se esse valor fosse taxado a 20%, corresponderia a um encaixe de 8 mil milhões de euros, o que significaria que, o défice do OE, passaria a ser menos de 3% do PIB. Estes valores refletem a dimensão do fenómeno e por pouco que se atue nesta área os resultados não poderão deixar de ser muito positivos.
 
O PSD nestas eleições deve ser coerente com uma política de verdade e deixar para outros a utopia e as promessas irrealizáveis. Os portugueses já sabem ao que conduziram esses discursos e, na actual conjuntura, tais práticas apenas levam à desilusão e roubam a esperança em dias melhores porque já ninguém acredita nelas, nem em quem as profere.
 
Só a verdade e a realidade podem oferecer esperança.
 
Permitam-me igualmente uma palavra, em nome dos TSD, para a recente suspensão, pelo Parlamento, da avaliação docente para poder saudar o GP PSD que, em conjunto com os TSD e os sindicatos de professores de maioria social-democrata, soube estar na primeira linha da defesa da dignidade profissional docente e contra as tentativas de achincalhamento profissional dos professores pelos executivos socialistas.
 
A pseudo avaliação docente do Partido Socialista conheceu finalmente o seu epílogo.
 
Desejamos, neste momento, que numa próxima legislatura, com um novo Governo legitimado nas urnas e em diálogo, seja possível construir um novo modelo no qual todos se revejam e que sirva, acima de tudo, para melhorar o desempenho do sistema e não para burocratizar e penalizar os professores gerando conflitos estéreis nas escolas.
 
Por último, dizer o seguinte: os Trabalhadores Social Democratas são parte do PSD!
 
De facto, os TSD emergem como a expressão social mais autêntica e ativa da componente ideológica do Partido Social Democrata e, em virtude da sua forte inserção no mundo do trabalho, representam uma parte fundamental deste projeto político fundado por Francisco Sá Carneiro.
 
Os TSD consideram, assim, de fundamental importância que o PSD assuma com coerência e clareza a sua matriz social-democrata, e que eleja como suas grandes bandeiras as causas do desenvolvimento e da coesão económica e social.
 
Contem com os TSD. Nós contamos com o PSD!
 
A bem de Portugal. 

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