Comunicado do Conselho Nacional dos TSD

1. Desemprego - o flagelo do desemprego continua a agravar-se, constitui o problema social mais grave de Portugal e já atinge mais de 630 mil portugueses.

As medidas orçamentais e financeiras para este ano, orientadas para reduzir o défice público e o endividamento externo, não são acompanhadas das necessárias políticas de estímulo à manutenção e criação de postos de trabalho.

Apesar do orçamento já estar aprovado e publicado, não se nota no governo, que parece cansado e esgotado, a energia e a força mobilizadora da sociedade que a situação do País requer.

Não se percebe que, num quadro de crise como a que atravessamos, a Concertação Social não esteja mais activa na procura e negociação de propostas para contrabalançarem os efeitos restritivos do orçamento.

Os TSD manifestam a sua profunda preocupação pelas consequências a que a insensibilidade social deste rumo político pode conduzir, porque o desemprego associado aos cortes nos apoios aos mais carenciados e a falta de uma estratégia na valorização dos recursos nacionais, para reanimar a economia, pode acabar muito mal.

Porém, apesar desses sacrifícios, os TSD consideram que ainda mais preocupante é não haver um rumo nem uma estratégia que as pessoas entendam e sigam, na esperança de um futuro melhor.

2. Cortes na Administração Pública – os TSD reafirmam a sua condenação aos cortes salariais na Administração Pública e empresas públicas, medida que consideram discriminatória, injusta e de duvidosa constitucionalidade formal, porque os representantes dos trabalhadores não foram ouvidos nesse processo, como impõe a Constituição em matérias laborais.
 
3. Eleições Presidenciais – os portugueses esperam elevação e dignidade por parte de todos os candidatos, pelo que, mais do que recorrerem a golpes baixos e a campanhas insinuosas para enlamearem o adversário, o País precisa de ouvir e conhecer as ideias e propostas políticas dos candidatos para ajudarem a responder aos problemas dramáticos com que Portugal se confronta.

A introdução de certos temas e os termos em que é feita, visa desviar o debate das questões centrais que preocupam os portugueses, desqualificar estas eleições, proteger as responsabilidades do governo na situação do País e afastar os eleitores da votação, porque a abstenção prejudicará essencialmente o candidato actual Presidente da República.

Ora, os TSD alertam os trabalhadores e todos os portugueses para a necessidade de uma forte participação nas próximas eleições presidenciais. Nunca como hoje, Portugal precisou tanto de um Presidente politicamente fortalecido para, face à fraqueza do governo e à gravidade dos problemas nacionais, desenvolver uma cooperação activa e apontar um rumo que dê sentido aos sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses e lhes devolva a esperança e a confiança numa vida melhor.

Os TSD estão bem conscientes da especial situação em que vive a generalidade dos portugueses e da urgência em iniciarmos o caminho da recuperação e da mobilização nacional, porque acreditamos que os portugueses são capazes e vão ser capazes de também agora vencerem os enormes desafios que têm pela frente.

É por estas razões que os TSD apoiam e consideram que o candidato Prof. Aníbal Cavaco Silva – Homem sério, íntegro, tolerante e patriota – é o único que representa um ponto de união e de confiança entre os portugueses, é um garante da manutenção do Estado Social, é o Presidente da República que Portugal precisa nestes tempos conturbados.

Por Portugal, por todos os portugueses, vamos votar e apelamos ao voto no Prof. Aníbal Cavaco Silva, no próximo dia 23 de Janeiro.


Lisboa, 08 de Janeiro de 2011



O Presidente da Mesa do Conselho Nacional

¡Atenção! Este sitio usa cookies e tecnologías similares.

Se não alterar as configurações do seu Browser, está a concordar com o seu uso. Learn more

I understand

Lei n.º 46/2012

(...)

Artº 5

1 - "O armazenamento de informações e a possibi-lidade de acesso à informação armazenada no equipamento terminal de um assinante ou utilizador apenas são permitidos se estes tiverem dado o seu consentimento prévio, com base em informações claras e completas nos termos da Lei de Proteção de Dados Pessoais, nomeadamente quanto aos objetivos do processamento.

2 — O disposto no presente artigo e no artigo anterior não impede o armazenamento técnico ou o acesso:
a) Que tenha como única finalidade transmitir uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas;
b) Estritamente necessário ao fornecedor para fornecer um serviço da sociedade de informação solicitado expressamente pelo assinante ou utilizador.

(...)