TSD rejeitam cortes nos Salários e nas Prestações Sociais

 
Um governo que nas últimas eleições do ano passado acusava de “derrotistas” e de “Velhos do Restelo” aqueles que alertavam para as graves consequências do rumo que o País estava a seguir e que hoje continua a “vender optimismo”, devia ter a humildade de reconhecer que errou e enganou os portugueses e não devia prosseguir com um discurso arrogante e insultuoso da inteligência dos portugueses.
Um governo e um Primeiro Ministro que não cumpriram um único objectivo a que se propuseram e que têm empurrado os portugueses cada vez mais para a cauda da Europa, e aos quais impõem políticas de austeridade duríssimas, deviam ponderar se devem insistir nas políticas que têm sido um fracasso.
Os cortes que o governo anunciou indicam que, infelizmente, o caminho errado que vêm fazendo não é invertido e que o estado de alma dos portugueses vai continuar pelas ruas da amargura.
As despesas da Administração Pública vão disparar este ano, apesar dos PEC I e PEC II, mas não por causa dos aumentos dos salários. São os custos com os serviços prestados por grandes gabinetes de advogados e as mordomias inaceitáveis que são oferecidas a certos cargos na Administração Pública.
As empresas públicas têm despesas sumptuosas, concedem regalias imorais a alguns dos seus gestores e quadros, mas não são os trabalhadores em geral que são os beneficiários dos seus elevados custos.
Não é aceitável que os administradores das EP’s aufiram rendimentos que duplicam e triplicam o vencimento do Presidente da República.
É inaceitável que os membros de algumas Entidades Reguladoras, que apenas servem para promover o aumento dos produtos, aufiram remunerações que triplicam o vencimento do Presidente da República.
Os TSD recomendam ao governo que corte nas situações escandalosas e imorais nas empresas públicas, nas remunerações das suas Administrações, que não devem ultrapassar o vencimento do Primeiro Ministro, e nos serviços intermédios da Administração Pública. Talvez assim não seja necessário impor sacrifícios tão gravosos aos portugueses e especialmente aos trabalhadores.


Lisboa, 26 de Outubro de 2010.


O Secretariado Nacional



 

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