Portugueses vítimas de uma governação desastrosa

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De repente, e depois do Primeiro Ministro ter afirmado que bateria com a porta se o
seu Orçamento de Estado 2011 não fosse aprovado, vem apresentar um pacote de
medidas que contrariam tudo quanto tem vindo a declarar e cuja dureza deixa em
estado de choque milhões de portugueses.

Para além do descontrolo das contas públicas, esta falta de verdade e de credibilidade
do governo é o maior problema com que Portugal se confronta.

Por mais branqueamento que o marketing e a propaganda oficial tentem fazer da
acção desorientada e desastrosa do governo, os factos estão aí a demonstrar que o
governo de Sócrates não é a resposta para os problemas do País mas, infelizmente, é
uma das causas graves desses mesmos problemas.

Em bom rigor, Sócrates não devia ser Primeiro Ministro, porque ganhou as eleições há
um ano na base de uma realidade fraudulenta, montada com a conivência dos grandes
interesses económicos e dos fazedores de opinião sustentados pelos interesses
financeiros do poder.

Hoje, os portugueses estão a sentir a diferença entre a verdade e a integridade da
alternativa social democrata e a manipulação e a desonestidade política de José
Sócrates.

As medidas agora anunciadas, vão contra todas as promessas de Sócrates, e são
apresentadas por razões que o governo, melhor do que ninguém, conhecia. E o
governo sabia que as medidas que estava a tomar não eram as mais adequadas e
equilibradas para defender os interesses do País e poupar os portugueses a medidas
draconianas como as agora divulgadas.

Os trabalhadores da Função Pública são, uma vez mais, os eleitos para pagarem as
malfeitorias da governação.

Mas todos os portugueses vão ser afectados e os efeitos do aumento dos impostos vão
atingir a generalidade da população.

A economia vai ressentir-se, com previsível estagnação ou recessão, o desemprego vai
continuar a disparar, o poder de compra dos portugueses é diminuído, a tensão social
vai aumentar, a criminalidade vai conhecer novas manifestações.

E, pior do que tudo, os portugueses, de sacrifício em sacrifício, não vislumbram um
raio de esperança que lhes permita sonhar com um futuro melhor. Porque, o actual
governo não inspira confiança nem os mobiliza.

Não há uma palavra de combate à economia paralela, não há uma linha de orientação
para relançar a produção, para fomentar as exportações, para apostar em sectores
nacionais que atenuem a nossa dependência externa, para criar riqueza e para gerar
emprego.

É neste quadro que os TSD manifestam a sua indignação com as medidas anunciadas
pelo governo. Medidas todas elas marcadas pelo lado negativo – cortar salários e
benefícios sociais e agravar os impostos.

Pelo que os TSD estão solidários com todas as medidas que as organizações
representativas dos trabalhadores adoptarem para expressarem a sua indignação.